Friday, February 3, 2012

Dica para o chão

Gente, o tempo está passando rápido demais!
A última vez que eu postei, pensei assim, tenho muita coisa para colocar aqui no blog, vou tentar fazer um post por semana, ahã, cá estou eu, um mês depois.
Para postar mais, vou TENTAR escrever menos. Não sei se vou conseguir, porque a hora que começo a escrever parece que meus dedos ficam nervosos e começam a digitar tudo que passa pelo meu cérebro e quando vejo, já foi demais. Portanto, vamos ao que interessa.

Quando mudamos para esse apartamento, o que mais me incomodava era o rejunte no chão. Me irritava tanto que eu queria rejuntar o apartamento todo de novo. Inclusive já estava pegando dicas com a minha cunhada/decoradora/amiga de como fazer isso, quando a mesma me emprestou um pouco de Azulim para eu testar aqui em casa, antes de começar a loucura de rejuntar tudo.

Comecei sem nenhuma expectativa, mas quando eu vi o rejunte, quase pirei. Quer dizer, eu acho que pirei, porque tudo que eu pensava era clarear todos os rejuntes aqui de casa e o que eu fiz. Nos primeiro dia, fiz o banheiro e o corredor, no segundo metade da sala e assim por diante. Antes que alguém comente alguma coisa, eu quero dizer que eu não sou garota propaganda dessa marca, mas acho que a gente tem que compartilhar quando algo dá certo. Olha as fotos que eu tirei do Antes e Depois:
O primeiro teste...
Corredor, não parece que a cerâmica mudou de cor?

Cozinha, metade metade...

Gostei tanto do resultado que eu já indiquei para um monte de gente, inclusive aqui no prédio.
Só um detalhe, quem for arriscar fazer isso precisa de abrir as janelas, usar luvas e se achar necessário máscara. Ele tem um ácido que destrói. Fiquei tão empolgada com o resultado que no começo não prestei atenção na mão, até ela começar a arder e a ficar cheia de cortinhos. Então se cuidem e aproveitem o novo piso de casa =)

Monday, January 9, 2012

Ajeitando e preparando as coisas


O período que eu fiquei aqui no Brasil sem o Pedro, foi o momento que eu tive para colocar a documentação e o carro em dia, procurar eletrodomésticos e móveis e a parte mais difícil, achar um apartamento.

Começamos a pesquisar pela internet de Wichita, mais ou menos um mês antes de eu retornar para o Brasil. O nosso susto com o preço foi enorme, mas fazer o que. Decidimos que não ia ter como comprar um apartamento tão rápido, por isso começamos procurar apartamentos para alugar. Nossa prioridade era ser próximo ao trabalho do Pedro e aí começamos a estreitar a nossa busca.

Como todo mundo que procura apartamento para alugar, vimos muita coisa, mas decidimos alugar um apartamento simples, de dois quartos, sem suíte, perto do trabalho do Pedro, perto de padaria, sacolão e açougue e com o preço que a gente queria. Esse é o nosso apartamento, sejam bem vindos!

Cozinha e Área de serviço (bom demais ter um tanque)
Sala
Corredor e banheiro
Quarto e o quarto de casal

As fotos foram tiradas no meio da nossa mudança, por isso as caixas. Para quem não conhece ele, não se preocupem, já estamos dando o nosso jeitinho para ele ter a nossa cara, aos poucos vou colocando aqui no blog.

A nossa mudança foi igual a todas as outras. Pensamos, ah, vamos fazer nós mesmos, nem é muita coisa. Realmente nós demos conta, depois do cansaço e os músculos doloridos, foi a façanha de colocar dois colchões de solteiro no punto. Como diz a Taly, ficou parecendo que o Punto engoliu um bis branco =).


Mais uma vez temos que agradecer aos meus pais e ao Pi e a Taly, que sempre estão presentes nas nossas mudanças, alíás um recadinho para vocês quatro: vamos tentar mudar só daqui a dois anos e meio ok?

Volto em breve com mais coisas do nosso apartamento =).




Wednesday, December 21, 2011

Até que enfim, BRASIL!

Continuando o outro post, sem comentários no tempo que demorei para escrever este.

Cheguei no Brasil e a parte mais difícil foi dirigir dois carrinhos com 6 malas. Ainda bem que os dois menininhos que estavam brincando e eu não os vi, eram bem espertos e conseguiram pular para os lados antes de eu causar um acidente.
Quando cheguei na Receita Federal é claro que o fiscal, olhou para mim, para as minhas malas e me mandou para a fiscalização. Apesar da espera de uma hora e meia não tive problema nenhum, porque praticamente só tinham roupas nas minhas malas.

Quando a porta do desembarque abriu é que o coração parou na boca. Meu pai e minha mãe entraram pelo corredor quando me viram, detalhe: sem o consentimento do fiscal =)... UFA! Parecia que essa hora nunca ia chegar. Família reunida de novo, o Pi e a Taly também estavam lá, mas eles ficaram contidos do lado de fora da porta de vidro que teoricamente não deve ser ultrapassada.

Sem dúvida nenhuma estava meio em choque. Não sabia por onde começar, achei melhor começar de trás para frente, ou seja, do voo até quando fomos para Wichita! Contei da espera, da receita federal, dos meninos quase sendo atropelados por mim, do voo, do hotel, da mudança em Wichita, das despedidas....

Meu primeiro choque foi o trânsito, não a quantidade de carros nem nada disso, mas como as faixas são estreitas e todo mundo se empurra no trânsito. Eu sabia que a Cristiano Machado tem faixas estreitas, mas só naquele momento que eu vi que os carros não cabem nas faixas. Os ônibus e caminhões quase passavam por cima da gente e empurravam para onde eles queriam. Naquele momento eu entendi quando o Lucas chegou aqui no Brasil, ele estava no banco de trás olhando pela janela, atrás do banco de motorista, ele viu um ônibus vindo tão perto do carro que ele não pensou duas vezes e pulou para trás do banco do passageiro. Quando perguntamos o que foi, ele falou que pensou que o ônibus ia comer a lateral do carro.

Chegamos em casa do aeroporto quase na hora do almoço. Só deu tempo de conversar MUITO enquanto meus pais faziam a comida. Nessa hora eu tinha certeza que eu estava no Brasil: picanha e mandioca ... hummmm! Além da comida muito boa tivemos ótima companhia, o Matt e a Ely foram também.

Picanha, manga e açaí, com certeza Brasil! Além disso o suco era de abacaxi com morango ...
Primeiro almoço no Brasil, reparem que o Filipe tirou a foto, mas ele também está na foto =)

Estava tão elétrica que depois do almoço eu arrumei as malas, conversei, conversei, conversei e foi a hora de ir para a reunião de oração de quarta feira.

Quando cheguei na porta da reunião, tive uma sensação muito estranha, como se eu tivesse estado ali no domingo anterior e que eu ainda era solteira, porque estava chegando junto como os meus pais... parecia que o um ano e alguns meses nunca tivesse existido! Ainda bem que eu tenho fotos para comprovar o contrário! Naquele momento de duas noites sem dormir, muitas horas no avião e nos aeroportos e tantas mudanças eu realmente precisava de algo para provar que eu não estava louca e nem delirando.

Enquanto o Pedro não chegava, fiquei por conta de arrumar as coisas. Documentação e seguro do carro, aluguel de apartamento, olhar preço de eletrodomésticos e móveis para a nossa futura casa e claro, matar saudade de muitas pessoas.

Quando o Pedro chegou tudo já estava quase pronto. Ele chegou do aeroporto, já colocamos as malas no apartamento, ele entregou os documentos que faltavam para o aluguel e o carro estava com tudo em dia. Passamos mais umas duas semanas na casa dos meus pais até comprar os eletrodomésticos e fazermos a mudança definitiva.

Foi um tempo muito bom! Dó dos meus pais que tiveram metade da casa ocupada por nós, nossas malas e muitas caixas =). Lembra como estava o armário deles com as nossas caixas? (Clique aqui)

De qualquer forma acho que eles não perceberam toda a confusão, porque todos estávamos muitos felizes de estarmos de volta no Brasil!

Como se não bastasse a bagunça que fizemos, ainda deixamos uma "marquinha" no banheiro
OBRIGADA Mamy e Papy!

Thursday, November 24, 2011

Despedindo de Wichita

Essa semana completaram dois meses que já estou no Brasil. Todo esse tempo sem escrever foi no início por falta de tempo, depois por falta de inspiração e depois pq tinha tanta coisa para falar que fiquei um pouco com preguiça. Até que decidi que eu gosto de escrever aqui e gostaria de continuar, ainda não tenho certeza o que irei escrever daqui para frente, mas pelo menos nesse post eu quero escrever sobre minhas últimas semanas em Wichita.

Após a minha saída do Zoo, passei grande parte do meu tempo fazendo as malas, empacotando e separando as coisas para dar e doar, mas foi na última semana que as coisas realmente ficaram loucas. O Pedro estava com clientes, queríamos despedir de todos, ir aos restaurantes e lugares que mais gostamos e ainda estávamos empacotando. Foi nessa semana que descobrimos que teríamos mais malas do que estávamos prevendo e que teríamos que dar mais do que a gente tinha imaginado ...

Fazendo as malas e depois elas prontas... ainda estão faltando 3 caixas nesse meio.

O fato dos clientes do Pedro estarem lá foi ótimo pois fizemos várias coisas que queríamos, junto com eles. Tive a oportunidade de ajudar a namorada de um deles, saímos para almoçar e fazer compras, ao mesmo tempo eu finalizava as minhas. Acabamos ficando amigas e a última semana, que teoricamente seria triste, acabou sendo menos triste do que eu imaginei.

Luciano e Ana Luíza, clientes do Pedro. O Sr. Assis também estava com a gente, ele que tirou a primeira foto..

Por quase um ano, às quartas-feiras à noite sempre foi dia de aula de inglês. Lá eu tive contato com pessoas de vários cantos do mundo: Japão, China, Arábia Saudita, Rússia, Tailândia, México, Vietnã e Ecuador. Tínhamos um ótimo tempo juntos, falando sobre as nossas culturas, nossas alimentos e assim vai. O interessante é que muitos dos alunos não precisavam de aula de inglês mais, mas todos continuavam indo porque era sempre divertido e fizemos grandes amigos.

No meu último dia de aula, fizemos uma festinha de despedida, onde cada um levou uma comida diferente e típica do seu país, foi bem legal! Já estou sentindo falta...

Joann a professora que se voluntariou para ensinar inglês está atrás de mim. Obrigada!

Na última sexta-feira consegui, após 1 ano de insistentes pedidos, visitar a fabrica da Hawker Beechcraft lugar onde o Pedro estava trabalhando. Foi muito legal! Participei de um almoço muito chique, conhecemos a fábrica e várias pessoas que o Pedro trabalhou. Foi muito legal ver os aviões que eu tinha ouvido falar tanto.

No domingo anterior a nossa vinda foi a nossa despedida. Sem palavras para descrever a felicidade de ver todas aquelas pessoas tão queridas.

Valquíria e John; Anne e o marido dela (ela foi minha professora de modificação de sotaque)
Família Stockton; Hiro e Chica (Japão)
Yance, Elaine e o bebê James
Martha (Equador) e Thu (Vietnã)

Si Yuan (china); Sherri e Heather (EUA)
A parte mais difícil foi a despedidas das pessoas que eram mais próximas de mim ...

Segunda-feira finalizamos todas as caixas e malas, limpamos o apartamento (até a Sherri entrou nessa) e fizemos a nossa mudança para o hotel que o Pedro ia ficar por mais duas semanas. Terminamos super tarde, só deu tempo de dormir e ir para o aeroporto no outro dia.

O quarto de hotel não dava para andar direito de tanta caixa e mala

No aeroporto quando fui fazer o check in, é que a ficha caiu. Depois de um ano estávamos deixando muitas amizades e lembranças em Wichita. Lugar que o Senhor escolheu para que morássemos e amadurecêssemos.

Agora estava há 1 dia de distância da minha família, amigos, cidade natal ... isso ainda era uma coisa um pouquinho difícil de acreditar.

Os vôos correramos super bem e graças a Deus, em todos os vôos achei alguém para me ajudar a colocar minha mala de mão de uns 15 kg no bagageiro.

No meio do caminho, em Miami, encontrei com o Tio Eliezer e Tia Sheila, os primeiros rostos familiares que eu via em muito tempo...

Ufa! Mais um fase finalizada nas nossas vidas, nesse momento mais desafios pela frente...

Friday, August 26, 2011

Último dia no Zoo... (last day at the Zoo)

Faltam 24 dias e sei que agora vem uma das partes mais difíceis: as despedidas.

Hoje foi meu último dia no Zoo e queria guardar na minha cabeça todos os momentos, imagens e até cheiros (ok, alguns não). Na hora de ir embora, quando a ficha caiu, foi difícil. Como eu traduzo as minhas palavras de despedida para o inglês? Pois é, em português flui, mas em inglês agarra igual o choro na garganta. E realmente as duas coisas agarraram as palavras e o choro. Enfim, queria ter falado mais, abraçado mais e ter tido mais tempo para me despedir.

Enquanto eu trabalhava fiquei pensando do que eu ia sentir saudade. Descobri que ia sentir saudade de TUDO até das coisas, que vamos dizer, não eram lá tão agradáveis, como: catar coco, limpar os recintos inclusive o dos babuínos que tem que usar um macacão bem grosso, luva, máscara e boné no calor de 35 graus. Vou sentir falta de rastelar o ENORME jardim dos cangurus pequenos e no mesmo lugar, de ser assustada com o ataque da Emu fêmea; de ser cuspida pela lhama Kiss e de ser recepcionada pelos chimpanzés com guerra de cocô.

Apesar de esse basicamente ser o trabalho no Zoo, isso não era tudo. Vi que rotina para eles é importante e que com um pouco de paciência e dedicação eles passam a cooperar.

Também aprendi muito do meu inglês e da cultura americana. Acho que aprendi muito mais do que eu consigo ver nesse momento e por isso sou muito grata pelo tempo que eu estive no Zoo, pelas pessoas que eu convivi e pelos bichos que ajudei a cuidar!


We have 24 days remaining and I know that now comes the most difficult part: the goodbyes.
Today was my last day at the Zoo and I wanted to keep in my head every moment, image and smell (ok, some not)... And when it got to the time to say goodbye and I realize it was over, it was hard. How could I translate my feelings from portuguese to english? In Portuguese words just go out, in English the words were choke together with the crying. Therefore, I would've have liked to say more, hug more and have more time to say goodbye.

While I as workingI was thinking what I would miss more. I found out that I would miss EVERYTHING, even the things that weren't so pleasant like: pick up pop, cleaning enclosures including the baboons, that I needed to wear a monkey suit during very hot days. I'll miss cleaning the big wallaroos's yard and been scared of the Emu's attack; of been spited by Kiss the guanaco and receiving the poop fighting chimpanzee's welcoming.

Although this envolved most of my daily routine i wasn't all. I learned how to handel, respect and treat the animals. I realized how much the routine is important for the animal and how with patience, dedication they will cooperate with you.

I also improved my english and learned more of the american culture. I think I learned even more than I can realize now and because of this I'm very thankful for the time I spent at the Zoo, for all the people I spent time together and for all the animals I helped taking care of!

Eu, Jen e Panji (o meu orangutango preferido)
Me, Jen and Panji (my favorite orangutan)

Jen, eu, Kacy e Panji ...
Jen, me, Kacy and Panji...

Vou sentir saudade dos lugares que eu trabalhei.
I'll miss the places a worked as a volunteer.

Saturday, August 20, 2011

1 ano e 2 meses de casados e contagem regressiva

1 ano e 2 meses de casamento... como o Senhor tem sido maravilhoso. Por todo esse tempo vimos a bondosa mão do Senhor nos conduzindo, mesmo nos últimos 11 meses quando estávamos longe das nossas famílias, amigos e irmãos queridos.
Agradecemos ao Senhor por tudo o que Ele tem feito, principalmente pela oportunidade que ele nos deu de morarmos fora por um tempo. Crescemos individualmente, como casal e como uma família servindo a Cristo. Quando viemos, sabíamos que estaríamos aqui apenas por um tempo determinado, talvez por isso tenha sido mais fácil a estadia. Hoje, falta exatamente um mês para voltarmos para o Brasil. Hoje, começa a contagem regressiva de 30 dias ...

Apesar da sensação de felicidade, vem também a ansiedade, mas confiamos que o Senhor tem o controle de tudo. Nos alegarmos em saber que daqui a um mês, poderemos nos encontrar novamente...


... até breve!

Saturday, July 30, 2011

Uma olhadinha no meu caderno de receitas...

Não sei se com vocês acontece isso, mas eu esqueço de umas receitas que eu gosto muito e depois que eu lembro delas eu esqueço das outras e assim vai. Quando a gente estava em Miami, lembrei de uma que a Tia Beth me ensinou, o bombom aberto.

Adorei aprender essa receita porque eu amo bombom de morango. Durante a faculdade eu comprava de uma menina, mas era tão disputado que eu tinha que encomendar o meu para todos os dias do inverno, época do morango. Depois que saí da faculdade, a única oportunidade que tenho de comer eles são nos aniversários da Sarah. Lú, por favor nunca deixa de pedir para a Rose fazer eles e além disso, não deixa de me convidar não, tá?! rsrsr...

Voltando... essa receita pode ser feita com morango ou com uva.
Colocar os morangos para secar em papel toalha, assim depois que a sobremesa ficar pronta não solta água. Depois de secar, distribuir em uma vasilha;

Fazer o creme branco, tipo pavê, e depois colocar em cima do morango;
Esse meu creme branco ficou meio empelotado, acho que é o leite condensado que tem aqui, quando fiz com o Moça, ficou lisinho...
Derreter o chocolate no microondas, com cuidado para não queimar e colocar por cima de tudo;

Esqueci de tirar uma foto de lado para vocês verem como que fica, mas acho que dá para imaginar, né?

A quantidade de morango de creme branco e chocolate depende do seu gosto. Eu gosto com muito morango, então eu usei duas caixas e meia de morango, duas receitas do creme branco e duas barras de chocolate para um pirex grande.

Bom apetite!