Monday, January 24, 2011

Esqui, tombos e dores no Colorado - Parte 1

Já comecei e apaguei o que escrevi umas 5 vezes, por não saber ao certo como começar. Agora me pareceu bom começar assim e falar que vou pular toda a ladainha e ir direto para a viagem =)


Quarta feira da semana passada eu e o Pedro decidimos que a gente ia esquiar. Quase na cara e na coragem, pois como decidimos em cima da hora, não tinha quarto disponível em um hotel que tínhamos indicação e aí fomos procurando pelo melhor custo/beneficio, quer dizer, mais custo do que benefício. Conseguimos um pacote de diária no hotel + entrada na montanha e além disso a previsão do tempo indicava MUITA neve, tudo colaborou para irmos.

A viagem foi bem agradável e tranquila. Durante 8 das 9 horas de viagem, foi tudo plano e reto, terra que não acabava mais. Quando avistamos as montanhas, na última hora de viagem é que veio a felicidade. Primeiro porque ficamos 4 meses sem ver montanha, depois porque a gente estava indo esquiar...

Montanhas e início do congestionamento, 4 meses sem ver isso...

A última hora de viagem foi a mais “emocionante”! Pegamos congestionamento (4 meses sem ver um), a estrada tinha curvas (nem passamos mal), estava tudo congelado e com bastante neve e erramos o caminho (isso nem é novidade), quer dizer o GPS mandou a gente para o lugar errado!


Chegamos cedo e aproveitamos para comer em um restaurante indiano, muito bem recomendado. Apesar de termos falado que não queríamos curry, os nossos dois pratos vieram com ele =(

No outro dia de manhã, nos preparamos para esquiar. Ficamos um pouco decepcionados porque quase não tinha nevado durante a noite e de manhã estava nevando, mas ventando muito, o que dificulta o acúmulo de neve, mas tava bão!

No caminho para a montanha... nevou DEMAIS!!! Ao ponto de não enxergar direito o que estava na frente e termos que andar a 20km/h. Apesar de tenso, sabíamos que a pista ia estar fofinha para a gente.


Nos encapotamos e fomos pegar os nossos equipamentos. Tivemos que comprar óculos, porque nevava tanto que era impossível de ficar com o olho aberto. E a última coisa que eu queria preocupar eram os meus olhos, já que tinham duas pranchas finas e gigantes sob os meus pés, botas que eu mal conseguia andar, uma quantidade de roupa enorme, que me fazia agir como um robo e por aí vai.

Pedro foi meu professor. Ele começou a me ensinar a freiar, a diminuir a velocidade, a parar e por ai foi. Ótimo professor e péssima aluna. Comecei a suar frio, meus pés não me obedeciam, mas tava na neve para cair, molhar e esquiar. Chegamos na beiradinha da montanha e não dava para ver o final dela. Perguntei para o Pedro: “O que tem depois daquele murundungo?”, ele respondeu: “Não sei...”. Começamos a descer e eu cai umas duas vezes, até descobrir que eu não estava nervosa com a montanha, mas estava passando mal. Tudo ficou preto, meio rodando e tivemos que subir um pedaço da montanha a pé =(, foi ai que eu lembrei da comida indiana... Primeira dica: não comam uma comida “estranha” antes de esquiar!

Almoçamos para ver se eu melhorava, pensei que eu tinha melhorado e fizemos a mesma coisa de novo e comecei a passar mal. Tivemos que subir parte da montanha a pé e dessa vez resolvi que não ia mais esquiar naquele dia. Coitado do Pedro, que teve que carregar o meu equipamento e o dele, duas vezes montanha acima, porque eu mal conseguia me levar.

Depois que eu fiquei quieta no restaurante, o Pedro conseguiu aproveitar e desceu umas 4 vezes a montanha. No final do dia ele me deu umas aulinhas em um morrinho próximo da recepção, caso eu passasse mal de novo. Lá tinha o “carpete mágico”, tipo uma esteira que vc sobre por ele, desce esquiando e assim você vai até pegar o jeito. Ficamos lá mais ou menos uma hora e meia, eu e uns garotinhos. Foi nesse momento que me empolguei para esquiar no dia seguinte =).


Depois que o tempo abriu e que eu melhorei, eu e o Pedro fomos tomar chocolate quente olhando para as montanhas (own que romântico!)

Conhecemos um casal de brasileiros com um carro 4x4, que seguimos toda a volta para o hotel, porque ficamos receosos com a quantidade de neve que tinha acumulado

7 comments:

  1. Ei! Eu e o João estamos acompanhando as aventuras de vocês. Eu ainda não li tudo, mas o João ja viu todos os posts! rs Lembrei de vocês ontem, pois estava sonhando com uma volta à Toca da Coruja...rs Beijos para vocês!

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  2. Que delicia,

    O chocolate ha..ha..ha
    Eu passei por tudo isso e ate agora o que mais gosto da estacao de esqui e a beleza das montanhas e o chocolate quente..
    Que bom que ate aqui voces aproveitaram tudo de bom que estava ai.
    Bj
    Tia Angela.

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  3. Olá!
    Apesar do curry e do GPS,que bom que vcs aproveitaram o passeio.
    Eu ficaria satifeita só no "carpete mágico".Nada de teleférico e nem de "beiradinha de montanha".
    Nesssa paisagem maravilhosa o chocolate deve ter tido um gostinho especial!
    Bjo carinhoso, mamãe

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  4. Ei.... que delicia!!!
    Ja tinha um tempao que nao entrava aqui por causa do corre-corre. Agora estou lendo todos os posts atrasados.

    Vc nao disse pra onde no Colorado foram especificamente.
    E outra coisa que eu nao entendi e porque tiveram que subir a montanha carregando o equipamento. Talvez seria descer a montanha carregando os equipamentos??? Eles nao tinham as cadeirinhas que levam vcs pra cima?

    Bom demais saber que vcs aproveitaram!!!

    Beijo grande...
    Pri

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  5. Oi Pri,
    O corre-corre está melhor? Como está o meu sumbrinho?

    No outro post tem um mapa da montanha. Na hora que eu comecei a passar mal a gente estava tentando descer, mais próximo do meio da montanha. Lá em baixo é o único ponto para pegar o teleférico. Mas, se a gente terminasse de descer a montanha, o que seria complicado, pq estava difícil até de ficar em pé, a gente ia lá para cima e ainda ia ter que descer mais um pedaço de montanha para poder chegar no restaurante e na recepção da montanha. Tendeu? Por isso que foi melhor subir =)
    Bjinhos

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  6. Acho que o problema foi o professor hein... Não sei não...

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  7. O meu professor foi ÓTEMO, viu? E, ops, eu amo ele.

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